2.2.09

a despeito do despeito

tudo prossegue, crescendo

com raízes feitas de falta

agarrada em abraços e

sussurros matinais ancorados

no what if de

dois anos após puro jogo

de palavras – nossas cartas

são ondas de rádio –

simples e compostas de

sonho azul-marinho

o que me lembra sua

boca quando beija

minha testa franzida

e me diz que toda

invejalheia é o grito

de um mundo que

foi esquecido

quando minha nuca

segurou suas mãos.

3 comentários:

Larissa Minghin disse...

Adoro palavras.
Adoro jogar com elas.
Adorei as tuas.

Beijo flor!

Roberto Borati disse...

belos escritos.

parabéns, continue.

Lili disse...

coisa boa