28.1.09

Um chocolate curioso. Isso foi no início. Mais tarde uns recados invasivos e ela não queria esse tipo de poesia na vida. Começaram a falar, falar demais e falar tanto que às vezes não era preciso falar. Havia distância polida. Depois tudo ficou mais perto, começaram a falar outra língua. Tudo ficou mais e mais perto, começaram a falar uma língua só, estranha. E no meio disso tudo, ponha muita confusão. E discussões. Tolas. E encontros. Não realizados. Era o reino do platônico. E de tanto ser platônico, ficou irreal. Um virou as costas e o outro virou o que era. Há distância. Um buraco onde nunca teve chão.


Em quantos atos se faz um romance do que não foi?

3 comentários:

Daniel Bonavita Miceli disse...

Você quer me matar???
li seu texto e quase chorei!!
me identifiquei tanto!!!!
Ai minha linda ficou ótimo!!!
E só um ps: Te amo mtão!!

Marcos disse...

em dois ato(rés). e o que não é, é infinito, lá se vai tanta beleza...

Ricardo Siqueira disse...

"Em quantos atos se faz um romance do que não foi?"

Absolutamente genial.
Me lembrou uma frase pixada na parede da Universidad Complutense de Madrid: Isso aqui quer voltar a ser o que nunca foi.