17.7.08

não me importa se eu desafino, quando sinto vc assim, só quero cantar uma canção de ninar.
e desenhar o infinito com meus dedos curtos no meio dos seus cabelos poucos, e vagar meus olhos de encanto por entre sua barba clara.
já aprendi com você a solidez do que se constrói em silêncio e te aperto forte pra não esquecer.
quando longe, sussurro seu nome e rezo baixinho pra que seu último pensamento de todos os dias seja um amanhã colorido. e que só brisas serenadas atravessem seu caminho e levem a poeira que sobra. e que a força que vejo na sua voz cresça como uma mangueira de raízes resistentes. que seus olhos não cansem de brilhar afeto, que sua aura continue irradiando esse desejo infantil e fresco de paz. que essa inquietude gritante gere passos certos, que os passos deixem pegadas orgulhosas.

inventei essa forma torta de querer que você esteja sempre bem.

que seu sorriso seja sempre sua anunciação.

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