18.5.08

matemática semântica: um não faz a vontade de dois.
ele fez.
apostou na distância e assim como quem ainda nem chegou, desceu em outra estação.
não sabe ele se é a parada certa, mas agora (?) rasgou o ticket e não consegue enxergar o lado de lá, o lado da volta a ter lado dentro-fora.
remexe em seus bolsos; entre o rabisco de poesia cobogó e o maço de cigarro amassado não tem uma moeda de regresso. há tanta neblina na vista e o trem nem subiu a serra.
ali, ali atrás dele, uma gravura tardia dos dois espera: uma caixa de música preta semi-aberta se apóia no branco do banco da estação.
vem da caixa o sopro de Peyroux: I'm alright...
ele tinha que escutar isso dela.
ela tinha que apontar um caminho.

rastro esboçado em fog.


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